sábado, 25 de julho de 2009

Diário

Okay, eu assumo que, assim como muitas pessoas que querem ser algo por essa internet, achei sempre muito piegas e coisa de garota d 12 anos usar blog como diário. Legal mesmo é influenciar pessoas, fazer poesia, mostrar seu trabalho, fazer reviews de álbuns bacanas e papapá; mas, de alguma maneira, meu blog se virou num diáriomeioquê, não sei como, e eu to achando isso tudo muito legal, porque eu sempre quis ter um diário.

Sempre quis ter um diário, mas achava meio idiota chegar e escrever algo num dia que não aconteceu absolutamente nada, ou no qual eu não senti nada, nada além daquelas emoções velhas amigas de sempre. Problema resolvido: eu posto quando dá na telha, e isso ainda não perde o gosto de ser a mesma pessoa durante o tempo todo.

Legal mesmo de ter diário é ele ser só um pouquinho escondido, assim como o meu blog. Acredito que devem existir no máximo 10 pessoas que frequentam o meu blog, e eu confio em todas elas. Aí imagina que eu eu fico famoso um dia, aí por fatalidade do destino tenho uma morte tão pomposa quanto a de Michael Jackson, e um cara resolve digitar "marcus dutra blog" no Google, e voilá!, cai no meu blog? Isso ia ser fatídico, eu ia virar lenda!

E mesmo assim, o meu blog não deixar de ser meio poético, meio artístico, meio bobinho, meio influenciador. Nada de tão especial, igual quem o escreve. Simples, simples.

Po, diário em blog é bem legal, vai.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fantasma

Hoje eu te vi lá no centro, perto da Praça da Sé.

Você veio linda, atravessando a rua com o cabelo preso, meio sem jeito, meio feliz de tar ali, meio com medo de ser atropelada. Deu um risinho pra mim, já na calçada.

Depois sentou perto dos meus pés, e por mais que eu te mandasse embora, você continuava ali. Brincava, ria pelos cantos, ria comigo. Fazia graça da demora do ônibus, que logo chegou.

Você se sentou do meu lado, me abraçou. Riu, sorriu, pensou, mediu, e disse que queria ser minha pra sempre. Afagava o meu peito com a sua mão frágil. E por mais que eu pedisse que saísse, e mesmo depois de alguém sentar no seu lugar, você continuava ali.

Saímos do ônibus. Você corria pela rua, fazia festa. Sussurrava no meu ouvido, me queria mais animado. E depois que eu pedi que você calasse, o seu seu silêncio ainda gritava saudades dentro de mim.

Por quê algo que morreu continua tão vivo aos meus olhos e mente?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

satisfeito (ou o último dia - 2)

Ok, lá vou eu fazer referência a post anterior de novo. Deve ser porque eu geralmente faço referências internas ao meu passado como menino de 12 anos que bate punheta. Desse jeito mesmo, aliás. Eu preciso disso.

No post o último dia eu disse algo sobre demorar pra curtir um lugar, pra depois curtir só um pouco antes de ir embora, e ficar com aquele gosto de quero mais.

Devo dizer: hoje, em meu último dia em Wheaton, eu estou satisfeito. Tive um banquete muito bom, e to pronto pra botar o pé na estrada. O meu único gosto de quero mais se refere a querer voltar aqui em algum tempo pra dar um oi pros amigos que fiz, e só. Nada falta.

E isso é bom. Ah, como é bom.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Um garoto solitário

Então.









Havia esse garoto. Um garoto solitário e bobinho; aparência enganosamente alegre. Um garoto que demorou a ter amigos, e que, quando o fez, o fez da maneira mais estranha e mais parecida com ele que poderia fazer. E, na verdade mesmo, até hoje ele prefere é ficar sozinho.
Esse garoto demorava. Demorava pra dormir, demorava mais ainda pra acordar; demorava pra contar que gostava da menina mais bonita da sala, demorava pra se acostumar com escola nova, e, gostando de construir bonecos, demorava pra criar um inteiro.
E um dia desses ele me disse ter perdido seu melhor brinquedo. Mas, quem sabe, deixou-o escondido na esperança de que alguém o encontrasse. Ou talvez ele ainda soubesse que alguém iria encontrá-lo. Eu mesmo não sei; ninguém sabe o que esse garoto quer.
E ele continua, indo atrás dos sonhos de passatempo e deixando seu leve coração pra trás, caminhando cego até achar, em algum lugar, o que eu acredito ele não saber ainda nem o que é.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

ultimo dia

Hoje eh o meu ultimo dia de aula nessa querida escola americana. Nao eh o ultimo ultimo, mas eh o que eu conto como ultimo, porque os dois dias que eu ainda vou vir vao ser tao vagabundos que eu nem conto eles.

Que que eu aprendi aqui nesses dias? Com certeza, muito mais do que eu acho que aprendi. Muito mais do que o nada de matematica, ou que tudo aquilo que eu ja tinha visto antes no Brasil. Muito mais porque o que eu aprendi nao foi academico.

Aprendi, pra comecar, como ser organizado (o que eu faco questao de nao aplicar tanto quando um americano, mas que ainda assim eh bom de se saber, porque se faz necessario). Aprendi como esses americanos frios podem ser calorosos como um brasileiro se eles quiserem. Aprendi que a tal "America" eh muito mais e ao mesmo tempo muito menos do que a gente acha no Brasil.

Eu nao fiz muito alem de ficar quieto e pensar por aqui. E considerando o meu caso, e o fato de que na minha idade nao se pensam coisas muito produtivas para a construcao mental, isso foi e nao foi bom. Mas foi algo que Deus colocou na minha vida agora, e veio na hora que teve de vir. Pode parecer besteira, mas as vezes me parece que eh saindo do lugar que uma cabeca volta pro lugar.

E aqui estou eu. Fim do primeiro horario na escola, um dia inteiro de lembrancas e despedidas pela frente, e tudo que Deus quis que eu passasse (que estou comecando a entender agora) pra tras.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

definir

Eu toco.

Eu tento escrever. As vezes soh por querer escrever mesmo, mecanico, e as vezes porque eu to sinto algo tao forte que eu acabo precisando me expressar de alguma forma. E eu nao sei em qual dos dois casos o que eu escrevo sai melhor.

Eu sou meio bobo... Eu tenho um jeito engracado as vezes que eu nao entendo. Soh sei que alguem comeca a rir e eu nem sei por que, e elas me explicam: "eh voce". E eu continuo sem entender.

Qual eh a imagem que voce faz de voce mesmo? Qual eh a imagem que os outros fazem de voce? Quem eh voce?

Eu tenho aprendido que quanto mais voce define, mais voce se da mal. Se voce se auto-define, acaba se definindo como algo que quer ser, nao que eh; e se define os outros, mente. No minimo.

Isso nao implica na nao-existencia de imagens internas. Elas precisam existir. Eh assim que o cerebro funciona, e eu espero que voce tenha um, querido leitor. Soh nao coloque pra fora.

Seja, deixe os outros serem, e as vezes, mesmo que voce sinta que deve, cale a boca. Deixe as aguas fluirem sem dizer "oh, como voces fluem", ou reclamando "voce ta fluindo meio estranho, hein". Isso estraga a coisa toda.

Que post horrivel. Esqueci de dizer uma coisa: sobre eu escrever, no primeiro caso o texto sai bonito, no segundo sai uma merda.

sábado, 29 de novembro de 2008

o último dia

Hei! Você conhece aquela expressão "só dar valor quando vê que vai perder"? Então, vai e explica ela pro Marcus! Porque o Marcus esquece de dar o valor pras coisas. O Marcus vive mudando de cidade, e ele só resolve aproveitar e dar valor adivinha quando? Quando ele tá pra ir embora! Aí ele se ferra, porque é só a medida pra sentir saudade; e pior: saudades de coisas não completas, coisas que ficaram faltando um pedaço, com gosto de quero mais. Ou pior, quando ele vê, já é tarde pra dar valor.
Por favor, alguém vai lá e explica pro Marcus, porque não pode ser mais assim. Alguém vai e grita pro mundo: viva como se fosse o seu último dia!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

velho



to me sentindo velho.

mesmo que me falem que não, que eu sou novo, que ainda vai piorar, que eu não sei o que eu to falando. eu to me sentindo muito velho.
e não é que eu tenha amadurecido nem nada. eu continuo um moleque. mas velho, cansado.
meu rosto envelheceu. e a culpa não é da barba.
eu vejo minha foto no crachá da escola: o menino nela é muitos anos mais novo que eu.
eu me canso, não vejo tão bem, não tenho tanta energia. que que vai me acontecer daqui a uns anos? será que eu vou desmontar? sumir?

esse post não tem moral nem conclusão.
beijos.

terça-feira, 29 de julho de 2008

postagenzinha rápida (espero) antes de dormir

hey folks!

acabei de voltar de um cineminha com papai e mamis :D
assistimos The Dark Night. Haaa! Knight --'
pois é. pretty good film, não fosse pela minha dislexia que não me deixava concentrar no filme POR NADA. e por mais que eu me esforçasse, nunca funcionava 100%. sem contar que quando a câmera se mechia e a imagem tremia aumentava minha dor de cabeça de uma maneira... tsc tsc

mas é. uhuhu quem é o herói e tudo mais, quem não é. e o puto do Coringa arregaçando como o melhor personagem da história e o ator dele como o melhor interpréte de um tempinho pra cá.

lado 'negro' de cada um. e o Batman parou, poxa. bem dark pra ele mesmo. queria entender, agora (e sempre) que eu só consigo me entender mais quando assumo a minha culpa e lado negro pelas coisas. ai, engraçado. nem ri. aff, to perdendo a graça, até comigo mesmo. GRAÇA! coisa boa que corre quando tudo corre bem mesmo que as coisas não corram tão bem assim, que é quando precisa-se correr atrás de parar de correr, que é onde eu tropeço muito. andar serve?

pff. odeio meus posts.
pra acabar bonitinho, uma foto do nosso querido joker que eu tirei de um blog de discussão católico.
tenham uma boa noite, que eu preciso ir dormir porque amanhã é um belo dia, eu to precisando, e o tempo voa (principalmente quando se olha demais pro relógio).





ps: Arizinha, eu te amo. completar corações, rola? sinto tua falta. amo e amo e amo você.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

"Você já amou? É horrível, não? Você fica tão vulnerável. O amor abre o seu peito e abre o seu coração e isso significa que qualquer um pode entrar em você e bagunçar tudo. Você ergue todas essas defesas. Constrói essa armadura inteira, durante anos, para que nada possa lhe causar mal. Aí uma pessoa idiota, igualzinha a qualquer outro idiota, entra em sua vida. Você dá a essa pessoa um pedaço seu, e ela nem pediu. Um dia, ela faz alguma coisa besta como beijar você ou sorrir, e de repente sua vida não lhe pertence mais. O amor faz reféns. Ele entra em você. Devora tudo que é seu e lhe deixa chorando na escuridão. E então uma simples frase como 'talvez devêssemos ser apenas amigos' se transforma em estilhaços de vidro rasgando seu coração. Isso dói. Não só na sua imaginação ou mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, é uma verdadeira dor-que-entra-em-você-e-o-destroça-por-dentro. Nada deveria ser assim, principalmente o amor."

Eu não acredito mais nisso. Eu acreditei, por muito, muito tempo. Por muito tempo esse texto foi o conforto do meu coração seboso egoísta que causou toda essa "dor" aí.
A força que destrói todo o bem que o amor trás tá dentro da gente. Ou talvez fora, na extremidade, naquela barreira criada para "proteção", que não deixa que a verdade e o amor dancem na deles.
Eu mesmo devia assumir mais responsabilidade pelas minhas atitudes e escolhas, que me deixam à beira de vários desastres... Talvez nada que pareça demais aos olhos de alguém, mas que por dentro é grande, enorme. Desastres que destruiriam uma vida, com certeza.
Se o amor machuca, é por causa dos amantes. Se o amor me machucou, machuca, ou vai me machucar, é por causa da minha falta de entrega a ele e a quem o dá pra mim, minha falta de fé e coragem. "Ter fé e ver coragem no amor".
Amor não é tudo, mas ele dá a força pra tudo. E é preciso cair nele. Ou deixar ele cair em você.