Okay, eu assumo que, assim como muitas pessoas que querem ser algo por essa internet, achei sempre muito piegas e coisa de garota d 12 anos usar blog como diário. Legal mesmo é influenciar pessoas, fazer poesia, mostrar seu trabalho, fazer reviews de álbuns bacanas e papapá; mas, de alguma maneira, meu blog se virou num diáriomeioquê, não sei como, e eu to achando isso tudo muito legal, porque eu sempre quis ter um diário.
Sempre quis ter um diário, mas achava meio idiota chegar e escrever algo num dia que não aconteceu absolutamente nada, ou no qual eu não senti nada, nada além daquelas emoções velhas amigas de sempre. Problema resolvido: eu posto quando dá na telha, e isso ainda não perde o gosto de ser a mesma pessoa durante o tempo todo.
Legal mesmo de ter diário é ele ser só um pouquinho escondido, assim como o meu blog. Acredito que devem existir no máximo 10 pessoas que frequentam o meu blog, e eu confio em todas elas. Aí imagina que eu eu fico famoso um dia, aí por fatalidade do destino tenho uma morte tão pomposa quanto a de Michael Jackson, e um cara resolve digitar "marcus dutra blog" no Google, e voilá!, cai no meu blog? Isso ia ser fatídico, eu ia virar lenda!
E mesmo assim, o meu blog não deixar de ser meio poético, meio artístico, meio bobinho, meio influenciador. Nada de tão especial, igual quem o escreve. Simples, simples.
Po, diário em blog é bem legal, vai.
sábado, 25 de julho de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
satisfeito (ou o último dia - 2)
Ok, lá vou eu fazer referência a post anterior de novo. Deve ser porque eu geralmente faço referências internas ao meu passado como menino de 12 anos que bate punheta. Desse jeito mesmo, aliás. Eu preciso disso.
No post o último dia eu disse algo sobre demorar pra curtir um lugar, pra depois curtir só um pouco antes de ir embora, e ficar com aquele gosto de quero mais.
Devo dizer: hoje, em meu último dia em Wheaton, eu estou satisfeito. Tive um banquete muito bom, e to pronto pra botar o pé na estrada. O meu único gosto de quero mais se refere a querer voltar aqui em algum tempo pra dar um oi pros amigos que fiz, e só. Nada falta.
E isso é bom. Ah, como é bom.
No post o último dia eu disse algo sobre demorar pra curtir um lugar, pra depois curtir só um pouco antes de ir embora, e ficar com aquele gosto de quero mais.
Devo dizer: hoje, em meu último dia em Wheaton, eu estou satisfeito. Tive um banquete muito bom, e to pronto pra botar o pé na estrada. O meu único gosto de quero mais se refere a querer voltar aqui em algum tempo pra dar um oi pros amigos que fiz, e só. Nada falta.
E isso é bom. Ah, como é bom.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Um garoto solitário
Então.
Havia esse garoto. Um garoto solitário e bobinho; aparência enganosamente alegre. Um garoto que demorou a ter amigos, e que, quando o fez, o fez da maneira mais estranha e mais parecida com ele que poderia fazer. E, na verdade mesmo, até hoje ele prefere é ficar sozinho.
Esse garoto demorava. Demorava pra dormir, demorava mais ainda pra acordar; demorava pra contar que gostava da menina mais bonita da sala, demorava pra se acostumar com escola nova, e, gostando de construir bonecos, demorava pra criar um inteiro.
E um dia desses ele me disse ter perdido seu melhor brinquedo. Mas, quem sabe, deixou-o escondido na esperança de que alguém o encontrasse. Ou talvez ele ainda soubesse que alguém iria encontrá-lo. Eu mesmo não sei; ninguém sabe o que esse garoto quer.
E ele continua, indo atrás dos sonhos de passatempo e deixando seu leve coração pra trás, caminhando cego até achar, em algum lugar, o que eu acredito ele não saber ainda nem o que é.
Havia esse garoto. Um garoto solitário e bobinho; aparência enganosamente alegre. Um garoto que demorou a ter amigos, e que, quando o fez, o fez da maneira mais estranha e mais parecida com ele que poderia fazer. E, na verdade mesmo, até hoje ele prefere é ficar sozinho.
Esse garoto demorava. Demorava pra dormir, demorava mais ainda pra acordar; demorava pra contar que gostava da menina mais bonita da sala, demorava pra se acostumar com escola nova, e, gostando de construir bonecos, demorava pra criar um inteiro.
E um dia desses ele me disse ter perdido seu melhor brinquedo. Mas, quem sabe, deixou-o escondido na esperança de que alguém o encontrasse. Ou talvez ele ainda soubesse que alguém iria encontrá-lo. Eu mesmo não sei; ninguém sabe o que esse garoto quer.
E ele continua, indo atrás dos sonhos de passatempo e deixando seu leve coração pra trás, caminhando cego até achar, em algum lugar, o que eu acredito ele não saber ainda nem o que é.
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